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Maués recebe 2ª edição de curso de extensão em Meliponicultura

por José Aragão Cardoso Neto publicado: 29/09/2022 16h21 última modificação: 29/09/2022 16h49

     Meliponicultores, técnicos, estudantes e demais profissionais da agricultura se reuniram novamente em Maués para mais uma etapa de formação na criação de abelhas sem ferrão.

     O IFAM campus Maués em parceria com EMBRAPA, INPA, IDAM, FAPEAM, REMA e o coletivo de meliponicultores da cidade realizaram o 2º curso de meliponicultura nos dias 29 e 30 de agosto de 2022.

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     O curso abordou assuntos teóricos no auditório do IFAM e atividades práticas no meliponário do Sr. Claudomiro Souza, no sítio Surucucu, estrada da Ambev. A turma contou com 40 participantes, a maioria destes, criadores ou profissionais experientes no setor. Nesta segunda edição do curso, foi realizada uma capacitação mais avançada.

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     O tema central escolhido pelos instrutores Hélio Vilas Boas e Rogério Marcos Alves foi “Produção e profissionalização” e as aulas trataram sobre: formação do pasto meliponícola, manejos das abelhas para produção, colheita e beneficiamento do mel, boas práticas na criação e produção, custos de produção e mercado, produção de própolis e geoprópolis e legislação para produtos.

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     O professor Rogério Alves abordou o conteúdo teórico pelo período da manhã, com apresentações ricas em imagens e dados científicos das pesquisas mais atuais sobre o tema, especialmente no Estado do Amazonas. Reforçou a importância da implantação e manutenção de pasto meliponícola para as abelhas sem ferrão, apresentando lista de espécies vegetais importantes para alimentação das abelhas e respectivas fotos para auxiliar a identificação em campo. Além disso, compartilhou informações sobre o mercado do mel e dos demais produtos meliponícolas, especialmente o extrato de própolis e o pólen.

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     O professor Hélio Vilas Boas aproveitou o período vespertino para realizar práticas em campo. Foram realizadas revisões e divisões de colônias, análise da ambiência e infraestrutura do meliponário, momentos em que diversas dúvidas e experiências foram compartilhadas. A colheita e maturação do mel foram as práticas em destaque, já que estamos em período de florada, o chamado “verão amazônico”, em que há maior produção de mel. A colheita foi realizada seguindo as boas práticas recomendadas para a atividade com a utilização de material e equipamentos de proteção individual adequados, bem como com a divisão de tarefas indicada para a equipe de colheita, com objetivo de reforçar a importância da higiene para alcançar um mel de alta qualidade para o mercado.

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     Ao final das práticas os participantes promoveram um espaço de diálogo para discutir os possíveis avanços da meliponicultura no município. Instituições como IDAM, SEPROR e IFAM expuseram os trabalhos em andamento em suas unidades em Maués e os planejamentos para o setor. Foi discutido sobre a importância do trabalho coletivo e abordada a necessidade de criação de uma associação que fortaleça a atividade no município. O grupo também debateu sobre a participação no 1º Congresso Amazonense de Meliponicultura, realizado em setembro de 2022, que contou com uma caravana de produtores e técnicos de Maués.

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     Este curso, assim como a primeira edição realizada em março deste ano, são ações do projeto “Caracterização e valoração do mel de abelhas nativas produzido em cultivos de guaraná e camu-camu para fomentar a bioeconomia amazônica”, financiado pela FAPEAM, coordenado pela EMBRAPA CPAA com colaboração do INPA e UFAM e conduzido em parceria com o IFAM e criadores/profissionais da meliponicultura de Maués.

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     Os cursos foram ministrados pelos instrutores Hélio Vilas Boas (Grupo de Pesquisas em Abelhas/INPA) e Rogério Marcos de Oliveira Alves (professor aposentado do IFBaiano, atualmente bolsistaEMBRAPA/FAPEAM). A equipe que participou da organização do curso foi composta por Cristiane Krug, José de Ribamar e Everson Braga (EMBRAPA CPAA - Maués); os servidores do IFAM campus Maués professor Danilo de Oliveira Machado, Robernildo Pinto, Maria do Socorro Libório dos Santos (coordenação de extensão) e José Aragão Cardoso Neto (coordenação de Pesquisa e Inovação); Éder Queiroz (IDAM); os profissionais em meliponicultura professor Adriano Didonet, Bruno Negreiros de Oliveira e Luana Baraúna; e do meliponicultor Claudomiro Souza. Destacamos ainda a confecção das bolsas porta-ferramentas por Rafaela Solimões, que além de úteis aos meliponicultures, são uma lembrança constante das capacitações e conhecimentos recebidos na atividade.

Texto: Danilo de Oliveira Machado
Fotos: Danilo Machado e Ramom Morato