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II Etapa de formação do Programa Ação Saberes Indígenas na Escola
No período de 13 a 22 de outubro de 2017, na aldeia Santa Rita, no Rio Purus, foi realizado a II Etapa de formação do Programa Ação Saberes Indígenas na Escola. E, no encerramento tivemos uma confraternização entre equipe formadora, professores cursistas e comunidade em geral que participaram ativamente do processo formativo. Haja vista que, todo o trabalho realizado foi norteado para o resgate da cultura indígena, sobretudo a valorização dos anciãos.
Conheça a Ação
O Programa Ação “Saberes Indígenas na Escola” do Núcleo Instituto Federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas IFAM/Campus Lábrea, contemplou ao longo de um ano 2016-2017, os povos indígenas Apurinã, Jamamadi, Jarawara e Paumari que vivem nas proximidades e Terras indígenas no Município de Lábrea, no Sul do Amazonas, que compõem o Território Etnoeducacional Juruá/Purus no estado do Amazonas.
O programa Saberes Indígenas é uma ação que busca promover a formação continuada de professores da educação escolar indígena, especialmente daqueles que atuam nos anos iniciais da educação básica nas escolas indígenas; oferecer recursos didáticos e pedagógicos que atendam às especificidades da organização comunitária, do multilinguismo e da interculturalidade que fundamentam os projetos educativos nas comunidades indígenas; oferecer subsídios à elaboração de currículos, definição de metodologias e processos de avaliação que atendam às especificidades dos processos de letramento, numeramento e conhecimentos dos povos indígenas, fomentar pesquisas que resultem na elaboração de materiais didáticos e paradidáticos em diversas linguagens, bilíngues e monolíngues, conforme a situação sociolinguística e de acordo com as especificidades da educação escolar indígena.
Com o intuito de efetivar uma publicação de material didático produzido por eles, a ação “Saberes Indígenas na Escola” (FNDE/MEC/SECADI), considera os seguintes eixos: a) letramento e numeramento em Língua Indígena como primeira língua; b) letramento e numeramento em Língua Portuguesa como primeira língua; c) letramento em Língua Indígena ou Língua Portuguesa como segunda língua ou língua adicional; d) conhecimentos e artes verbais indígenas.
A ação priorizou a realização de pesquisas pelos próprios indígenas, junto a formadores selecionados via edital que além do levantamento de dados, foi realizado oficinas, seminários e cursos de formação destinados aos professores indígenas, que foram fundamentados por meio dos conhecimentos próprios de cada povo indígena e elaboração de materiais didáticos e paradidáticos conforme decisão de cada comunidade, a serem utilizados, posteriormente, no âmbito das escolas indígenas, por meio de uma educação escolar nesse contexto.